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É preciso saber se relacionar nos dias de hoje. E paquerar é um verbo enraizado no cotidiano do homem. Surge no berço, quando pais e mães, avós e avôs, já desenham um futuro promissor para aquele garotinho ou garotinha na arte da sedução. Amar é preciso e cada vez mais preciso. Um passo em falso e tchau relacionamento. Não tem volta. Thiago de Almeida e Daniel Madeira andam por esse caminho há anos. São especialistas dos sentimentos do coração. Eles reuniram nesta A Arte da Paquera conceitos, resultados de pesquisas e muito conhecimento sobre o assunto para tornar o ato da sedução algo mais perto de você.
Prazeroso e terrível ao mesmo tempo, se lançar diante de uma pessoa para conquistá-la pode ser mais fácil do que se imagina. É prudente caminhar com segurança, saber mexer as peças nos momentos certos, recuar quando se faz necessário e avançar nas oportunidades. Não cair em armadilhas, e se cair, saber sair delas. É o jogo da vida, o que parece nos seduzir cada vez mais nesses novos tempos.
E tudo começa num simples olhar. Nessa guerra do sexo leva vantagem quem olha para a alma. Esta A Arte da Paquera diz que todos são aptos a se relacionar. E por um simples motivo: é possível aprender a seduzir. O processo é o mesmo de andar, nadar, falar. É só treinar, desenvolver aptidões e entender o jogo. As regras são as mesmas para todos. Dessa forma, a conclusão é bastante simples: o amor deixaria de ter razões que a razão desconhece. Porque quando se seduz bem nada é por acaso.
A arte da Paquera – Inspirações à realização afetiva
Thiago Almeida e Daniel Madeira
ISBN: 978-85-614-6905-4
R$ 32,00
Sobre os Autores:
THIAGO DE ALMEIDA é psicólogo especializado na área do tratamento das dificuldades do relacionamento amoroso, mestre pelo Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo da USP (Departamento de Psicologia Experimental). Também atua como palestrante em assuntos relacionados à qualidade de vida para grandes empresas. Participou de vários programas no rádio e em canais de televisão. Em sua home page (www.thiagodealmeida.com.br), reúne artigos e demais informações relacionadas às suas atividades e pesquisas.
DANIEL MADEIRA é pesquisador de sedução e de relacionamentos amorosos. Começou a estudar o assunto há mais de sete anos. Hoje, aos 32, é referência na arte da paquera. Estudou a fundo autores estrangeiros e foi para o campo testar as técnicas, desenvolvendo grande habilidade para conquistar e seduzir. Confessa ter se entregado ao tema depois de uma decepção amorosa. Foi buscar ainda conhecimento em workshops fora do Brasil. Passou a dividir seu aprendizado com os amigos. Ministra cursos e palestras de sedução, com homens e mulheres.
Decorridos mais de 90 anos da eclosão da Revolução Russa e quase duas décadas de seu colapso, podemos apresentar um balanço mais elaborado acerca desta monumental experiência vivenciada no século XX.
Não são poucas as contribuições, mais ou menos elaboradas, que procuraram elucidar o experimento vivenciado pela URSS e os chamados países do “bloco soviético”.
Podemos mencionar, a título de exemplos, a aberrante formulação staliniana do socialismo num só país; a crítica da burocratização e do capitalismo desigual e combinado e os complexos desafios do socialismo e da revolução nos países atrasados (Trotsky); a formulação do capitalismo de estado (Bettelheim); a crítica anarquista ao Partido e ao Estado; as teses do socialismo de caserna (Kurz); a percepção de um novo tipo de capital pós-capitalista, incapaz de romper com o sistema de metabolismo social do capital (Mészáros), para indicar algumas das formulações que consideramos mais expressivas.
Derrotada cabalmente a experiência do chamado “socialismo real”; exaurida a tese da preservação do mercado como “parceiro” do socialismo e, sendo hoje possível comparar os fracassados exemplos chinês e soviético (o primeiro, realizando uma monumental abertura econômica para o capital, hipertrofiando ainda mais o que Marx denominou como estado político, e o segundo, efetivando uma “abertura” simultaneamente econômica e política, que resultou em seu desmoronamento completo), torna-se imprescindível aprofundar o exercício crítico das revoluções do século XX, se quisermos recuperar as possibilidades históricas para o socialismo do século XXI.
Rever a experiência que se desenvolveu em nome do socialismo torna-se, então, pressuposto fundamental para a busca efetiva da associação de indivíduos livres e de uma autêntica sociedade emancipada.
Aqui reside o esforço maior de Robério Paulino. Intelectual engajado e preocupado com as grandes questões sociais de nosso tempo, busca neste trabalho elucidar os (des)caminhos do “socialismo realmente existente” – conceitualização mistificadora que a tantos impressionou. Robério assumiu a empreitada e nos oferece seu esforço interpretativo global, visando contribuir para uma melhor compreensão acerca das razões do colapso da União Soviética.
No esforço de síntese apresentado por Robério, não são poucos os elementos polêmicos. Mas, mesmo quando o dissenso aflora com mais intensidade, é imperioso reconhecer seu esforço, coragem e disposição intelectual e política para enfrentar um tema tão caro, difícil e espinhoso
para a esquerda, o que torna o livro uma leitura necessária.
Ricardo Antunes
QUARTA CAPA
O que deu errado e o que deu certo para o socialismo no século XX? Qual foi o real significado da queda do Muro de Berlim e do colapso da URSS? Estas são as perguntas que fazem muitos daqueles que se empenharam na tentativa de construção de uma sociedade superior ao capitalismo no século passado e observam nas últimas duas décadas o retorno dos países chamados socialistas a esse sistema.
A crise econômica global irrompida em 2008 e a iminente ameaça de colapso ambiental, que revelam mais uma vez a disfuncionalidade e a irracionalidade deste sistema, trarão de volta sem dúvida a discussão do socialismo como alternativa. Entretanto, pesa sobre este uma enorme carga de descrédito, por razões até agora aparentemente pouco compreendidas pelo próprio movimento socialista.
Apesar da evidente crise civilizatória existente sob o domínio do capital neste início do século XXI, o autor considera que qualquer pretensão de replantar a utopia socialista nos corações e nas mentes de milhões de seres humanos, de reencantar a humanidade com o sonho de uma sociedade mais justa e solidária, exigirá antes uma rigorosa revisão autocrítica das concepções e práticas de grande parte do movimento socialista durante o século passado. Este livro é uma contribuição para este balanço. Por isso, aqui não se discute apenas o passado, mas sim o futuro da civilização humana.
Por mais que a ideologia dominante procure esconder o imenso legado da Revolução Russa, as marcas deixadas por ela e pela URSS na história do século XX não podem ser apagadas. Mas assim como a Revolução Russa significou uma grande vitória para o movimento socialista no início do século, o desaparecimento da URSS em 1991, precedido pela queda do Muro de Berlim em 1989, implicou em uma severa derrota para aqueles que apostaram na possibilidade de uma formação social distinta do capitalismo. Quais foram as causas daquele colapso e especialmente quais lições deixa a tentativa de construção do socialismo, sua ascensão e declínio no século passado?
Mesmo sabendo do tabu que cerca tal tema, das paixões e ácidas polêmicas que suscitam quaisquer opiniões sobre esse assunto – vindas de todos os lados do espectro político – Robério Paulino aceitou o desafio de tentar identificar as razões das dificuldades enfrentadas pelo socialismo no século anterior, bem como os equívocos cometidos. Sugere aqui as lições que se podem tirar acerca da exaustão da URSS, lançando um convite à reflexão a todos aqueles que ainda sonham com uma cultura e uma sociedade diferentes e acreditam que o conhecimento humano e a verdade histórica surgem exatamente do choque de visões e do saudável debate de ideias.
SOBRE O AUTOR:
ROBÉRIO PAULINO é economista formado pela Universidade de São Paulo – USP – e doutor em História Econômica pela mesma universidade. Atualmente é professor na Universidade Federal do Rio Grande do Norte – UFRN, em Natal, no Departamento de Gestão de Políticas Públicas.
Conhecedor do movimento socialista e atento observador do cenário internacional desde os tempos da Guerra Fria, investigou as razões que conduziram a URSS ao colapso em 1991 e as consequências deste fenômeno para a nova ordem internacional estabelecida desde então e para o movimento socialista em particular.
Ficha técnica
2ª edição
Autor: Robério Paulino
Páginas: 416
ISBN: 978-85-61469-02-3
Preço: R$39,90
Internada à revelia após uma tentativa de suicídio, a mulher decide fugir da clínica psiquiátrica logo no primeiro dia. Sua mente inquieta funciona a toda velocidade e ela consegue executar o plano de fuga arquitetado em detalhes.
Camufla a cama, desliza pela fresta do vitrô basculante, desce ao pátio externo pelo cano da água da chuva e, na rua, é resgatada por um anjo.
Depois da crise, a explosão da razão extrema e, por fim, o delírio.
O roteiro é de um dos angustiados dos treze contos de Aqueronte, uma coleção de relatos perturbadores que têm em comum histórias de pessoas cujos mecanismos de pensamento fogem do padrão geral vigente: loucos, excêntricos, desequilibrados, psicóticos, visionários, esquizofrênicos, doentes mentais, gênios, chamemos como considerarmos mais adequado.
Foi o convívio com as mentes diferentes no âmbito familiar que levou Claudia Belfort a estudar por anos e, agora, usa a ficção para contar parte das experiências que viveu.
Cada episódio tem vida própria e eles podem ser lidos aleatoriamente sem prejuízo da compreensão. Mas personagens e situações se entrelaçam pelas histórias, e a leitura pela ordem como estão publicadas passará ao leitor, ao final, uma maior ideia de coesão.
Num certo conto, por exemplo, a morte de um ancião é narrada pela filha que o acompanha ao lado do leito de morte. Em outro, os últimos momentos de vida do mesmo homem são narrados a partir do ângulo de visão do moribundo num redemoinho que vaga entre a razão e a semiconsciência.
AQUERONTE é o rio dos infortúnios na mitologia grega. Era por ele que o barqueiro Caronte levava as almas até a margem onde estava o porto de Hades, o submundo dos mortos, o inferno, guardado por Cérbero, o cão de três cabeças. Na Divina Comédia, de Dante Alighieri, Aqueronte faz fronteira com o inferno, é o anteinferno.
Nos contos de Claudia Belfort é o caminho de agonia que muitos portadores de distúrbios mentais, loucos sociais, seus amigos e familiares sofrem. Sofrem por não terem tratamento, sofrem por não serem compreendidos, sofrem por fazerem o outro sofrer, por não serem reconhecidos como um outro, por serem obrigados a ser igualar para serem aceitos.
Sobre a autora:
Claudia Belfort é pernambucana, jornalista, filósofa, master em jornalismo. É pós-graduada em administração de empresas e tem especialização no conflito árabe-israelense pela Universidade Beit Berl, em Israel. Atualmente é editora-chefe do Jornal da Tarde. Já trabalhou na revista Veja e na Gazeta do Povo, em Curitiba, onde também foi editora-chefe. Tem passagens pela TV Jornal do Commercio, retransmissora do SBT em Recife, Diário de Pernambuco e sucursal recifense da Veja – Vejinha e na revista nacional. Em 1992, mudou-se para Curitiba onde também trabalhou para a Veja. Em 2000, foi chamada pela jornalista Marleth Silva, com quem havia trabalhado na Veja em Curitiba, para ajudar na implantação do portal de notícias da Gazeta do Povo.
Claudia Belfort pode ser encontrada na redação do Jornal da Tarde. Tel.: (11) 3856-2122
Ficha técnica:
Livro: Aqueronte, o rio dos infortúnios
Autora: Claudia Belfort
Formato: 12 x 18,5 cm Páginas: 160
Ilustrações: Marcos Muller
ISBN: 978-85-61469-03-0
Preço: R$ 34,00
Maria Antônia, a história de uma guerra resgata parte do movimento estudantil do Brasil perdido no tempo, contado tão somente através das informações dadas pelos jornais da época.
Quarenta anos depois da histórica briga entre estudantes da Faculdade de Filosofia da USP e do Mackenzie, o repórter e escritor Gilberto Amendola reconstrói cenas daquele episódio por meio de entrevistas com seus principais personagens, como o ex-chefe da Casa Civil do governo Lula, José Dirceu, e outros tantos estudantes que hoje podem ser reconhecidos no cenário nacional.
Dirceu era um dos líderes do movimento estudantil no fim dos anos de 1960, mais precisamente em 1968, quando conduziu centenas de estudantes da USP numa passeata pelo Centro de São Paulo.
Amendola descreve personagens, dá voz aos dois lados da Rua Maria Antônia, que abrigava em uma de suas calçadas os estudantes de esquerda da Filosofia, vanguarda de quase tudo o que aconteceu no movimento estudantil daqueles idos; e do outro lado, os direitistas do Mack (nem todos é verdade, mas boa parte de seus estudantes). O Mackenzie era o QG dos membros do CCC, o temido Comando de Caça aos Comunistas. Alguns estudantes se infiltravam em grupos de esquerda para dedurar colegas ‘vermelhos’.
Foram três dias de confusão na Maria Antônia naquele outubro. Um estudante secundarista morreu. Houve protestos na cidade. Quebra-quebra. Ação da Polícia. Enterro escondido do estudante morto. As bebedeiras de uma turma que ajudou a mudar o País. Amendola, com seu texto rico em detalhes, rápido, saboroso, prende o leitor e o leva para fins de 1968. Para a guerra da Maria Antônia.
Maria Antônia, a história de uma guerra é a primeira publicação de Letras do Brasil, uma editora fundada em 2008.
Sobre o autor
Gilberto Amendola é jornalista com experiência em rádio (Jovem Pan), TV (ESPN Brasil), jornal (JT), revista (Ver Vídeo, Shopping Music) e internet (Eritmo e AOL). É repórter do caderno Variedades do Jornal da Tarde e assina uma coluna quinzenal de crônicas no jornal. Como dramaturgo, escreveu peças para empresas entre 1996 e 1998, e estreou em circuito comercial com a peça Asdrúbal C – O Viajandão, em 1998. Vieram depois as comédias Antibióticos, Espeto de Coração e Sex Shop Café, montadas pela Cia. Encena. É autor de Assassinatos Sem a Menor Importância, da Coleção Repórter Especial; e de Meninos Grávidos – o drama de ser pai adolescente, também da Coleção Repórter Especial.
Ficha técnica:
Livro: Maria Antônia, a história de uma guerra.
Autor: Gilberto Amêndola
Formato: 14 x 21 cm
Páginas: 204
Foto capa: O Estado de S.Paulo.
ISBN: 978-85-61469-00-9
Preço: R$ 33,90
Casadas com o Crime narra a trajetória de mulheres que passaram boa parte de suas vidas em presídios, seja como visitantes de maridos, filhos ou filhas, seja na condição de encarceradas.
Trata-se de um relato obtido de dentro das cadeias públicas, sem partido ou defesa.
Todas as histórias deste livro são reais. Alguns nomes foram preservados. Nenhuma história foi inventada.
Beijos com gosto de pólvora
O seu jeito simples, tímido e fiel às origens, sem nunca cair na ilusão e no falso foguetório da glória jornalística, engana ou despista muita gente do ramo. Mas para quem acompanha a trajetória de Josmar Jozino e o seu calhamaço de investigações nas últimas décadas, tanto como leitor como camarada de trabalho, não resta a menor dúvida: estamos diante de um repórter dos mais raros, dos grandes mesmo…
Primeiro jornalista a trazer à tona os movimentos iniciais do PCC em São Paulo, Caveirinha, como é chamado pelos amigos, é um dos mais importantes narradores e testemunhas da crise de segurança pública e do caos da violência urbana no Brasil.
Repórter policial, para usar o jargão mais clássico, nunca se limitou aos B.Os. e aos documentos oficiais. Por esse motivo, lembro muito bem, até despertava broncas e queixas das autoridades. Casadas com o crime supera o bom livro anterior do próprio Jozino, o “Cobras & Lagartos” (editora Objetiva), que narra bastidores da formação e das ações do PCC dentro e fora do sistema carcerário. Com a mira e atenção nas mulheres que tiveram algum tipo de envolvimento com os protagonistas do Primeiro Comando da Capital, fontes essenciais, o repórter-escritor nos revela, ao melhor estilo do naturalismo-realista, a história privada da facção. Mostra como, depois da cortina dos encontros íntimos e até de casamentos em que o beijo dos noivos era proibido, o amor e o crime andaram sempre de rostos colados. História demasiadamente humana e decifradora de segredos nada óbvios, este livro, mais do que os grandes filmes recentes do gênero, exibe a dimensão nelson-rodrigueana da existência.
Xico Sá, escritor e jornalista
Sobre o autor
Josmar Jozino é jornalista desde 1984, especializado em reportagens policiais. Formou-se em Jornalismo pela Universidade de Mogi das Cruzes e em História na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Já atuou nas principais emissoras de rádio de São Paulo como redator e editor. Trabalhou também em jornais: Folha Metropolitana de Guarulhos, Diário Popular e Diário de S.Paulo. Atualmente é repórter do Jornal da Tarde, do Grupo Estado. Em 1988, iniciou sua experiência na reportagem policial no Diário Popular. De 1990 a 1995, passou pelas principais emissoras de rádio. Em 1995, retornou ao Diário Popular. Em 2000, foi agraciado com menção honrosa do Prêmio Vladimir Herzog de Direitos Humanos. Em 2005, conquistou o prêmio pela segunda vez com o livro ‘Cobras & Lagartos’. Jozino foi um dos primeiros a divulgar a existência do Primeiro Comando da Capital, uma das principais facções do crime organizado no País.
Ficha técnica
Livro: Casadas com o Crime
Autor: Josmar Jozino
Formato: 15 x 23 cm
Páginas: 320
Foto capa: Robson Fernandjes/AE
ISBN: 978-85-61469-01-6
Preço: R$ 42,90
